Minhas mãos.

Gosto de todo o meu corpo e das minhas mãos de forma muito especial, porque com elas me coço, mando beijinhos, peço silêncio, uso minha aliança.

Com minhas mãos posso apertar as mãos dos outros, posso abotoar meu palito, posso abençoar meus filhos, posso acender o candeeiro para iluminar a escuridão, posso aparar a grama e colher as rosas perfumadas.

Mãos que posso acenar num último adeus!

Com estas mãos dedilho algumas frases na Internet, em forma despretensiosa, como se fossem crônicas, que meus amigos e amigas gostam de ler.

São as mãos que enxugam minhas lágrimas quando elas rolam como cachoeira e são elas também que me ajudam a sorrir.

Lembro neste momento das mãos sofredoras do Cristo crucificado na cruz;

De todo Seu infortúnio por nossa causa.

Mãos que embalam o netinho recém chegado, que perdoa o filho por ter errado o caminho de volta ao lar.

Mãos que escrevem sentenças judiciais libertadoras. Mãos dos Padres que consagram o corpo de Cristo nas missas.

Mãos dos Pastores evangélicos que curam doenças.

Mãos que pedem e mãos que recebem.

Mãos que se fecham pela usura e mãos que se abrem pelo amor.

Mãos que abrem portas para a tristeza ir embora. E que abrem as portas para a felicidade entrar.

As mãos que imploram graças e distribuem bênçãos.

Mãos do pobre que pede e do rico que oferece, mãos dos artesãos e pintores que transformam a matéria em obras primas, que colorem o céu magnífico e as árvores nas paisagens.

Mãos carregadas de energia positiva para ajudar os outros e mãos lânguidas das pessoas doentes que não podem mais fazer o sinal da cruz, nem mandar beijos, nem enxugar os prantos.

Mãos de Deus, que distribuem graças inefáveis para todos nós. Que não as  vemos, mas elas existem. Elas são caridosas e afáveis sobre nossas cabeças. Mãos que perdoam e guiam nossos passos.

Mãos que hasteiam as bandeiras da liberdade, da paz e que abrem as portas das prisões.

Perdão, meu Deus, pelas mãos que acionam gatilhos cruéis, que roubam os pertences dos outros, que criam as Leis infames contra as famílias e os bons costumes sociais e morais.

Pelas mãos que distribuem drogas, que manejam as guilhotinas e que fecham as portas dos presídios.

Das mãos que induzem pessoas aos crimes, à prostituição.

Mãos perversas que pervertem os costumes e maculam a inocência de crianças e jovens.

Que fincam as bandeiras dos gritos de guerra, das agitações conclamando à luta de irmãos contra irmãos.

Obrigado, Senhor pelas minhas mãos que se unem para rezar, mesmo que calejadas pelos impactos sofridos.

Mesmo sujas pelo trabalho quotidiano.

Obrigado também pelas mãos dos meus amigos e amigas da Internet, que, solicitamente, enviam-me mensagens incrivelmente belas,
imantadas de fé, de esperança  e de recadinhos e declarações de amor.

Obrigado meu Deus pelas minhas mãos!

Existem mãos e mãos!

 

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Fugir dos problemas apenas transfere o momento de enfrentá-los.

* 1960 – O Amor Venceu – o amor verdadeiro supera todos os desafios.     * 1968 – O Morro das Ilusões – a vida valoriza a verdade, destruindo as ilusões.     * 1969 – Bate-papo com o Além – crônicas pelo espírito de Silveira Sampaio.     * 1974 – Entre o Amor e a Guerra – o amor entre um soldado francês e uma alemã durante a Segunda Guerra Mundial.     * 1984 – O Matuto – um caipira analfabeto herda uma fortuna e vence todos os que pretendiam ludibriá-lo.     * 1985 – Esmeralda – uma deslumbrante cigana aprende a amar.     * 1985 – O Mundo em que eu vivo – o espírito de Silveira Sampaio relata a vida em outras dimensões.     * 1986 – Pedaços do Cotidiano – contos ditados por vários espíritos.     * 1986 – Laços Eternos – uma história de amor, ciúme e redenção.     * 1988 – O Fio do Destino – o espírito de Lucius relata as suas vidas passadas.     * 1988 – Voltas que a Vida dá – contos ditados por vários autores.     * 1989 – Espinhos do Tempo – uma fazenda, um fazendeiro cruel, uma mulher apaixonada pelo cunhado.     * 1992 – Quando a Vida Escolhe – mostrando que a vida tem o poder de escolher o que é melhor para cada um.     * 1993 – Somos todos inocentes – a história de um rapaz preso por um crime que não cometeu.     * 1995 – Pelas portas do coração – Juliana ensina-nos a sermos responsáveis pela própria vida.     * 1996 – A Verdade de cada um – mostra o quanto se erra quando se pretende julgar os outros.     * 1996 – Sem medo de viver – uma lição de vida, inspirando-nos a vontade de viver melhor.     * 1997 – Conversando Contigo! – coletânea de crônicas publicadas na revista Contigo!, é o único livro de autoria da própria Zíbia.     * 1997 – Pare de Sofrer – o espírito de Silveira Sampaio ensina a evoluirmos pela inteligência, com menos sofrimento.     * 1998 – O advogado de Deus – a advocacia pode ser exercida com justiça e dignidade.     * 1999 – Quando chega a hora – a amizade e o companheirismo de três crianças.     * 2000 – Ninguém é de ninguém – ensina a superar os desacertos do ciúme.     * 2001 – Quando é preciso voltar – fugir dos problemas apenas transfere o momento de enfrentá-los.     * 2002 – Tudo tem seu Preço – cada um poderá obter o que quiser, se pagar o preço.     * 2003 – Tudo Valeu a Pena – quando de vencem os desafios, descobre-se que tudo aconteceu para o melhor.     * 2004 – Um Amor de Verdade – quando, mesmo amando, cada um continua sendo si mesmo.     * 2005 – Nada é por acaso – Uma mãe estéril, um menino indesejado, uma ligação de puro e profundo amor.     * 2006 – O Amanhã a Deus Pertence – Marcelo acreditava amar mas descobriu que apego não é amor.     * 2007 – O Repórter do Outro Mundo – O espírito de Silveira Sampaio traz surpreendentes e divertidas notícias do mundo espiritual.     * 2007 – Onde Esta Teresa? – Teresa saiu para viajar com sua amiga e nunca chegou ao seu destino. O que teria acontecido? A vida interfere a favor das relações familiares.

Começar De Novo.

FLORES LINDAS DE FRUTAS

Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido

Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo…

Ivan Lins

SONETO DO AMOR MAIOR

SONETO DO AMOR MAIOR

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Vinícius de Moraes

SONETO DO AMOR MAIOR

SONETO DO AMOR MAIOR

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Vinícius de Moraes