Arquivo | agosto 2013

Minhas mãos.

Gosto de todo o meu corpo e das minhas mãos de forma muito especial, porque com elas me coço, mando beijinhos, peço silêncio, uso minha aliança.

Com minhas mãos posso apertar as mãos dos outros, posso abotoar meu palito, posso abençoar meus filhos, posso acender o candeeiro para iluminar a escuridão, posso aparar a grama e colher as rosas perfumadas.

Mãos que posso acenar num último adeus!

Com estas mãos dedilho algumas frases na Internet, em forma despretensiosa, como se fossem crônicas, que meus amigos e amigas gostam de ler.

São as mãos que enxugam minhas lágrimas quando elas rolam como cachoeira e são elas também que me ajudam a sorrir.

Lembro neste momento das mãos sofredoras do Cristo crucificado na cruz;

De todo Seu infortúnio por nossa causa.

Mãos que embalam o netinho recém chegado, que perdoa o filho por ter errado o caminho de volta ao lar.

Mãos que escrevem sentenças judiciais libertadoras. Mãos dos Padres que consagram o corpo de Cristo nas missas.

Mãos dos Pastores evangélicos que curam doenças.

Mãos que pedem e mãos que recebem.

Mãos que se fecham pela usura e mãos que se abrem pelo amor.

Mãos que abrem portas para a tristeza ir embora. E que abrem as portas para a felicidade entrar.

As mãos que imploram graças e distribuem bênçãos.

Mãos do pobre que pede e do rico que oferece, mãos dos artesãos e pintores que transformam a matéria em obras primas, que colorem o céu magnífico e as árvores nas paisagens.

Mãos carregadas de energia positiva para ajudar os outros e mãos lânguidas das pessoas doentes que não podem mais fazer o sinal da cruz, nem mandar beijos, nem enxugar os prantos.

Mãos de Deus, que distribuem graças inefáveis para todos nós. Que não as  vemos, mas elas existem. Elas são caridosas e afáveis sobre nossas cabeças. Mãos que perdoam e guiam nossos passos.

Mãos que hasteiam as bandeiras da liberdade, da paz e que abrem as portas das prisões.

Perdão, meu Deus, pelas mãos que acionam gatilhos cruéis, que roubam os pertences dos outros, que criam as Leis infames contra as famílias e os bons costumes sociais e morais.

Pelas mãos que distribuem drogas, que manejam as guilhotinas e que fecham as portas dos presídios.

Das mãos que induzem pessoas aos crimes, à prostituição.

Mãos perversas que pervertem os costumes e maculam a inocência de crianças e jovens.

Que fincam as bandeiras dos gritos de guerra, das agitações conclamando à luta de irmãos contra irmãos.

Obrigado, Senhor pelas minhas mãos que se unem para rezar, mesmo que calejadas pelos impactos sofridos.

Mesmo sujas pelo trabalho quotidiano.

Obrigado também pelas mãos dos meus amigos e amigas da Internet, que, solicitamente, enviam-me mensagens incrivelmente belas,
imantadas de fé, de esperança  e de recadinhos e declarações de amor.

Obrigado meu Deus pelas minhas mãos!

Existem mãos e mãos!