Arquivo | setembro 2010

O bordado,

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"Certo dia, uma mãe sentada em sua cadeira de balanço bordava uma colcha sob o olhar atento do filho que brincava aos seus pés.

O menino sentado no chão olhava acima para a mãe e não entendia o que ela estava fazendo tão compenetrada.
Quando
descuidava um pouco da sua brincadeira a observava tão
habilidosa lidando com um emaranhado de fios coloridos, alguns mais
curtos, outros mais longos, o que lhe deixava ainda mais confuso diante
daquela geometria desordenada.

Assim
diante daquilo, perguntou à ela o que estava fazendo, o porque daqueles
fios desalinhados, porque alguns eram tão coloridos e outros escuros,
porque, porque, porque…

Diante da chuva de perguntas ela respondeu calmamente ao filho para esperar, que assim que terminasse ela iria explicar-lhe.
Assim
a criança se distraia novamente na sua brincadeira e deixava a mãe na
sua tarefa. Todavia, de vez em quando voltava a sua atenção novamente ao
trabalhoso bordado e enchia a mãe de questionários intermináveis.

 Mas
esta sempre lhe dizia, espere meu filho, já te mostro.
Terminado finalmente o trabalho a mãe chamou o filho e o colocou no seu colo.
Quando
então lá de cima sentado no colo da mãe o menino não escondeu tamanha
admiração ao ver uma paisagem inebriante bordada naquele pedaço de
tecido. Com certeza era a visão mais linda que já tinha tido na sua
então pequena vida.

A
mãe então amorosamente explicou-lhe cada fase do bordado para chegar
naquele desenho tão lindo, como tinha feito os arremates, as escolhas
das cores, etc. E assim cada dúvida que tinha levantado anteriormente
foi se dissipando e tudo sendo esclarecido.

O
menino então percebeu que mesmo que a mãe tivesse tentado explicar-lhe
anteriormente o que estava fazendo, na posição que se encontrava não
entenderia. Mas agora de cima para baixo, já vislumbrava as respostas de
todas aquelas dúvidas que na verdade eram propósitos.

Assim é o Senhor conosco!
E
assim como aquele menino que da posição que se encontrava não entendia
nada, somos nós aqui em baixo olhando para o Pai acima. Olhamos para o
alto e não entendemos o que Ele está bordando, do porque de tantas
nuvens escuras sobre nós, e essa geometria de caminhos tão desalinhados e
confusos. E muitas vezes quando clamamos a Ele por respostas apenas
ouvimos ‘espere’.

Outras
tantas vezes enchemos o Paizinho de questionários intermináveis, de
tantos ‘porquês’ e ‘para quês’. Não entendemos o que está acontecendo ao
nosso redor, e ficamos inseguros quando não temos o controle nas nossas
mãos. E a ansiedade nos leva até mesmo à precipitações quando na
verdade tínhamos apenas que obedecê-lo e esperar.

Mas
chegará o momento que o Pai amorosamente te colocará no colo e te
mostrará o propósito de tudo que tem passado na sua vida, e até mesmo no
seu coração. E cada dúvida, medo e insegurança irá se dissipar, sendo
substituídos por um sentimento maior de confiança, que mesmo quando não
entendemos nada o Pai está no controle cuidando de cada detalhe para que
o Seu propósito seja cumprido nas nossas vidas.

Sejamos,
portanto, filhos obedientes ao esperar pelo tempo do Pai. Confiando que
o emaranhado de fios hoje desordenados, estão sendo tecidos para a
linda paisagem que Ele tem para nossas vidas."
                                                                                                     Texto da internet.
                                                                                                      Desconheço o autor

A vida depois da vida.


Invisíveis mais não ausentes.

Quando morreu, no século XIX,
Victor Hugo arrastou nada menos que dois
milhões de acompanhantes
em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.
Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da
educação.

O genial literato deixou textos inéditos que,por sua vontade, somente foram
publicados após a sua morte.

Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade   e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:

"A morte não é o fim de tudo.
Ela não é senão o fim de uma coisae o começo de outra. Na morte o homem acaba,e a alma começa.

Que digam esses que atravessam a hora fúnebre,a última alegria, a primeira do luto.
Digam se não é verdade que ainda há ali alguém,
e que não acabou tudo?

Eu sou uma alma.
Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser.
O que constitui o meu eu, irá além.

O homem é um prisioneiro.O prisioneiro escala penosamente
os muros da sua masmorra.Coloca o pé em todas as saliências
e sobe até ao respiradouro.

Aí, olha, distingue ao longe a campina,
Aspira o ar livre, vê a luz. Assim é o homem.

O prisioneiro não duvida que encontrará
a claridade do dia, a liberdade.

O mundo luminoso é o mundo invisível.
O mundo do luminoso é o que não vemos.
Os nossos olhos carnais só vêem a noite.

A morte é uma mudança de vestimenta.

A alma, que estava vestida de sombra,vai ser vestida de luz.


 Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter
a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.

 A morte é uma continuação.
Para além das sombras,estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz.

Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.

 O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito”.

                                                                           Victor Hugo.

 

Muitos consideram que o falecimento de uma pessoa amada é verdadeira desgraça,
quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.
Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se
 para o reencontro com eles na vida espiritual.
Prossegue em sua jornada na Terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem.
Pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada  clarificadora da eternidade.
Que Deus nos ilumine hoje e sempre!
 




A arte de viver juntos


 A arte de viver juntos.

Conta uma lenda dos índios sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram: 

  Nos nos amamos e vamos nos casar.


Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte.
Há algo que possamos fazer?

E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:


Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis.
Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma
rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.
 E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha
do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias.
Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!

Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves.

O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.
E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.
 
-Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres. Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno.
 
Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.


Então o velho disse:
-Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho.



Vocês são como a águia e o falcão.
Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro.

Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.
Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas.



Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizades e profissionais.
 Respeite o direito das pessoas de voar rumo
ao sonho delas. 
A lição principal é saber que somente livres as pessoas são capazes de amar.

Autor desconhecido.

 


Solidão


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência.

 
            Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência
de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade.

     
       Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às
vezes, para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio.

         
    Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe
compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio
da natureza.

              Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto é circunstância.
              Solidão é muito mais do que isto.
              Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma…. 

              Francisco  Buarque  de  Holanda

Aprendi e decidi

 Aprendi e decidi

 E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer,
decidi triunfar… Decidi não espe
rar as oportunidades e sim, eu mesmo
buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar
uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar
um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

 

Decidi ver
cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri
que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que
enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar. Naquele dia,
descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora me importa
simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é
chegar lá em cima, e sim deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo é
poder chamar alguém de"amigo". Descobri que o amor é mais que um
simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos
passados e passei a ser uma tênue luz no presente.

 

Aprendi que de nada
serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi
trocar tantas coisas… Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para
tornar-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar…
Simplesmente durmo para sonhar.

 

 Autoria de Walt Disney