Arquivo | agosto 2008

cinema

 
 

 Palavras de Amor

(Bee Season, EUA- 2005)

 

Atores: Richard Gere(Saul)
Juliette Binoche (Miriam)
Flora Cross (Eliza)
Max Minghella (Aaron)
Kate Bosworth (Chali)
Joan Mankin (Sra. Bergermeyer)
Piers Mackenzie (Dr. Morris)
Lorri Holt (Sra. Rai)
Brian Leonard (Sr. Julien)
Alisha Mullally (Miriam – jovem)
Corey Fischer

 Direção:

 

Brett Leonard

 Viver , já dizia um sábio indiano, é relacionar-se. Se nossas relações são ricas, a vida  se torna rica…se são pobres, triste ,vazia e sem sentido ela se torna. E sem sentido, acabamos nos perdendo  dentro dos labirintos da nossa mente sem rumo  e sem destino , aguardando por uma luz que venha de fora na forma de ajuda, compreensão ou companheirismo…

Por outro lado outras mentes  buscam na espiritualidade, ou aquilo que consideram espiritual a solução de  seus conflitos ou mistérios insolúveis.às vezes as buscas  se tornam tão acirradas que beiram ao apego desenfreado …e o apego cega, desviando da busca espiritual inicial…

Mas alguns poucos conseguem perceber nas coisas simples da vida  a beleza  e a própria divindade.Mas não sentem necessidade de exibir erudição ou encontrar fórmulas mágicas  ou soluções para os problemas intricados da vida…se viver é um jogo, o objetivo não é ganhar, é apenas divertir-se com o jogo." Não é uma partida de tênis, e sim de frescobol".

 Assim , apresentamos este sensível filme reflexivo, onde experiente elenco , Richard Gere ("A Última Profecia" e " As Duas Faces de Um Crime" ) e  Juliette Binoche (" O Paciente Inglês" e "A  Fraternidade é Vermelha") empresta cores do dia a dia a uma família comum , gente como a gente  que  de repente , em torno de um " Campeonato Nacional de Soletrar "( comum nos Estados Unidos ) descobre-se que não são apenas pessoas a morar numa mesma casa e sim uma família…com problemas, buscas e soluções.Sabedoria pode ser mais simples do que se supõe a  nossa vã vaidade.

Vale a pena conferir, com destaque para a atriz mirim Flora Cross , no papel convincente de Eliza.

  
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A VIAGEM CONTINUA

A viagem de trem… (continuação)
 

Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá. O grande mistério é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim. Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.

Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram. E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.

Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas.
Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade…

Quem entrará? Quem sairá?

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de todos os passageiros

 

Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão sempre será o mesmo!…”