Arquivo | fevereiro 2008

Nuvens de sentimentos

 

  Nuvens de sentimentos

 Na nossa vida Passam várias nuvens
A nuvem da felicidade A nuvem da tranqüilidade
A nuvem da angustia Da perda
Do crescimento Da compreensão 

 

A nuvem da perda
Por mais incrível que seja 
É a melhor da nuvens que tem
É com ela que a gente adquire as outras nuvens
As perdas podem parecerem ruins 
E de fato são
Quando a gente perde um ente muito querido 
Dói demais

Com a
nuvem da perda vem 
A nuvem da angustia .
A angustia é uma coisa que nos sufoca
Nós temos vontade de embarcar numa nuvem escura 
E não sair mais



Com a nuvem da angustia vem 
A da compreensão 
Essa nuvem é uma das que mais demora para chegar
Pois é muito difícil aceitar, compreender que a gente está 
sem essa pessoa
Tão querido 


Uma pessoa que nos ajudava tanto e que achávamos que não 
viveríamos sem ela
Até que vemos que não é bem assim
Mas, como diz o poeta:
“A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer”

A nuvem da compreensão nos traz a nuvem da tranqüilidade
Muita gente confunde a nuvem da tranqüilidade
Com a da felicidade


São nuvens completamente diferentes 
Tranqüilidade é uma coisa muito difícil de adquirir 
Pois, não depende só de nós 
Também depende de pessoas em nossa volta 

 

As nuvens da felicidade e do crescimento andam juntas
A felicidade é quando a gente atingiu um ponto extremo 
Da compreensão do entendimento, disso a gente consegui ver o 
quando a gente cresceu 


A perda, a angústia, são nuvens passageiras
Ela demora pra passar,
Em compensação nos dá toda a felicidade e o crescimento em 
dobro
.

                                                                                               

                                                                                                                               Poesia ganhadora do concurso literário.

                                                                                                             Portugal.

 
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Meditar

 
 
                                  Avancei até a sacada  de meu terraço, entre um belo canteiro de  flores, é noite de verão, o  ar fresco é agradavél enfim mais um verão de 2008, o mês já chega a metade, breve tenho  que voltar ao trabalho , fim do mês tenho que partir, cortar o oceâno.
          Uma melancolia me envolve, aspiro a plenos pulmões essa brisa suave que balança meus cabelos, as copas das árvors. Daqui observo as crianças brincando com suas bicicletas, suas bolas seus jogos infantis, ahh! quanto tempo eu não as observava! 
    como falam alto e animadas. 
 

                  "como somos cheios de vontade na infância", me revejo nas atitudes das
 crianças, se entregam a suas brincadeiras com todo o seu ser, empenham todas
as forças na realização dos objetivos a que se dispõem e usam de todos
os meios ao seu alcance para conseguir o que desejam.
                  Pena que muito de nós crescemos, e perdemos a consciência dessa força que carregamos na alma, nos tornando criaturas apáticas, derrotistas, fracas mesmo.
Não deveríamos jamais esquecer o sentimento de força de vontade da infância, não deveríamos deixar que ele se apagasse de nossa memória.
                        Devria ser obrigatório na vida, que parássemos algumas horas durante o ano para observar as crianças, a fim de recordarmos as lições da infância  que os mil conceitos e padrões da sociedade adulta soterram.
           Aqui fiquei até que o manto da noite tomasse conta e as mães chamassem seus filhos. Como eu gostaria que o tempo não houvesse passado.
 
              É um daqueles momentos que nos suspendemos além das barreiras do tempo cronometrado e mergulhamos numa dimensão mais profunda da existência, cultivando a vida interior, vivendo e desenvolvendo uma relação saudável conosco mesmo. Estranha relação de sincronia surgindo no meu "EU".
              Aqui estou  colocando esses conceitos traçados nas linhas qual se fosse água matando minha sede, meus dedos deslizam sob meu teclado. Hora de parar, meus rins reclaman a posição, as pedras, benditas pedras, como são preciosas, a me lapidar ,mostrando uma força oculta uma energia desconhecida em um lugar determinado no espaço. Mais que só acontece dentro de meu ser. Agora é hora de mais um repouso, breve estarei aqui.
 
 

 
 
Rute Liana